sexta-feira, 12 de julho de 2013
Sinta-se visto disse-me ...
Depreendamos um
Dos cinco
Sentidos que fazem nascer tantas coisas,
Inclusive esse texto, o contexto, o todo e
Nesta hora
Ainda que olhe sempre em sua janela
Não estivera
Quando de vagar passara eu.
Nunca fora aquele destino uma obrigação,
Existira outras escolhas e elas sem escolhos
Que carecesse dizer,
Devo ir além de cá ou devo ir além de lá.
Mas sempre que vou
De prontidão já sei bem a direção,
Embora nada marcado
Por vezes nos encontramos,
E os olhares próximos conversam mutuamente,
Exalam a necessidade humana de falar e ser ouvido.
E quando o emissor sabe receber e
Receptor consegue emitir,
Ah!
Essa reciprocidade transborda o que era pra ser preenchido,
Mesmo que nada seja dialogado e
Somente as íris observantes narrem
O inesperado de fato e o esperado de sempre,
Que antes tentara por perceber,
Mas agora sente a reação da ação.
Daqui enxergo
E a única diferença que os separa é a do olhar
Que sempre parte de algum lugar,
Quando não da sua janela
Que se tornou seu querido posto, sua espera.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Toma conta Eternamente ...
Imagine uma divida eterna. Amedronta?
Um abraço, dois abraços, três abraços...
apertado, lento, demorado,
cada um o recebe com uma particularidade própria,
Assim já temos a forma de pagamento ardorosamente arquitetada.
Suaviza?
Recorde um apertado e
Lembre-se,
Que se alegrou muito mais pelo que foi dado,
Use a memória e enxergue um lento,
Que para todos que o assistem ou são coadjuvantes,
É o que é,
Mas aos protagonistas é como se aqueles segundos fossem horas e horas,
E flasch e filmes se passam dentro dele.
Tacteando-se e movimentando o ar reflita sobre o demorado e
Você deve concordar que,
É uma das poucas demoras que não são sofridas.
Bah! Mesmo se demorar ainda um pouco mais e
Se vier quase desfeito em lagrimas, ele nos fortalece.
Embora, por vezes, em alguns casos, não exista reciprocidade em umas das partes...
Não, não é um vão cuidado!
Pode fazer germinar a sólida esperança que não mais existia.
Como o sol dentro de um nevoeiro,
Ele está ali, eminente está por vir,
Mas naquele exato momento, mesmo sendo mais forte
E ele o bem sabe
Aquelas microscópicas partículas de água
Estão fazendo nada mais além do que lhe fora confiado.
E no momento absolutamente certo!
Assim como um abraço eterno o sol vem,
Reaparece, e toma conta daquele todo novamente.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Quem houvera de ter marcado?!
Vem uma moça vem até a porta e ordena, troca a sua calça por está, é mais apropriada, ponha seus pertences em alguns desses armários, correntes, pulseiras, relógio, blusa e o sapato pode tirar na sala de Raio-X. Desse depois que ela saiu, disse-lhes, achei que fossem todos funcionários da clínica, me pareciam estar uniformizados, e caíram na gargalhada. Um deles perguntara, são admissionais, o mais velho da sala respondeu, sim, fizera 18 anos que tentara entras nesta empresa e só agora consegui, mesmo sem a maior parte dos dentes o sorriso daquele senhor era de tamanha simplicidade, sinceridade e alegria, e que alcance tem isso! Embora sem conhecê-lo e os nossos olhos não o terem enxergado antes, fomos todos contagiados pelas palavras ditas na expressão daquela face.
O moreno mais jovem quis colocar-se na conversa, disse que também estava sendo recrutado por uma empresa e deixara de ser um procurador de empregos, estava eu atento ao que dissera, mas logo o barbudo mudou de assunto e falou sobre o acidente de ônibus transmitido em vários noticiários, e todos vieram a concordar que, no absurdo do acontecido não encontrara-se vestígios de bom senso, foi uma só vozeria de revolta, queixumes e suspiros. Embalado pelo ar de indignação, com uma entonação mormúriada, o alemão ainda dissera que fora roubado, seus fios de cobre que ajuntara para vender já não se encontravam mais no casinhoto de ferramentas.
E sem espaço pro próximo parágrafo, o técnico do jaleco branco aparece na porta e com uma tesoura bem afiada corta a conversa e os verbos que nasciam ali, caóticos, lamuriosos, risonhos. Chama o senhor do sorriso e posteriormente um a um... despedimo-nos e meus pensamentos disseram: hoje sete vidas se encontraram numa sala de espera, foi singular, foi especial, cada feição, cada tom, nada igual nos detalhes, mas tudo igual num contexto, e como um despertador programado para a mesma hora, saímos, deixemos, evaporemos do nosso ponto de encontro, contudo, quem houvera de ter marcado?!
O moreno mais jovem quis colocar-se na conversa, disse que também estava sendo recrutado por uma empresa e deixara de ser um procurador de empregos, estava eu atento ao que dissera, mas logo o barbudo mudou de assunto e falou sobre o acidente de ônibus transmitido em vários noticiários, e todos vieram a concordar que, no absurdo do acontecido não encontrara-se vestígios de bom senso, foi uma só vozeria de revolta, queixumes e suspiros. Embalado pelo ar de indignação, com uma entonação mormúriada, o alemão ainda dissera que fora roubado, seus fios de cobre que ajuntara para vender já não se encontravam mais no casinhoto de ferramentas.
E sem espaço pro próximo parágrafo, o técnico do jaleco branco aparece na porta e com uma tesoura bem afiada corta a conversa e os verbos que nasciam ali, caóticos, lamuriosos, risonhos. Chama o senhor do sorriso e posteriormente um a um... despedimo-nos e meus pensamentos disseram: hoje sete vidas se encontraram numa sala de espera, foi singular, foi especial, cada feição, cada tom, nada igual nos detalhes, mas tudo igual num contexto, e como um despertador programado para a mesma hora, saímos, deixemos, evaporemos do nosso ponto de encontro, contudo, quem houvera de ter marcado?!
terça-feira, 14 de maio de 2013
Nobre Demais
Há alguns que são jardinadores de vida,
É crível que sua estação única seja a primavera,
Inclusive a que se encontra dentro de si,
A que podemos chamar de estado da alma,
Ela se encontra assim
Sempre bela, alegre, vibrante e
A cada dia, a cada instante
Um novo colorido emerge e
Vem somar ao harmonioso jardim.
Eu narro, mas aqui e agora não daqueles
Que sentem prazer em encontrar defeitos
Nas coisas simples,
Ou nas complexas, porque como somos nas pequenas
Seremos nas grandes,
Verdadeiramente, esses não buscam isso.
Sentenças ferinas
Desprezam, menosprezam, desprestigiam plenamente
O valor dessa coisa intangível que nos faz ser o que somos,
Que está além da carne e da tez, das faces e fisionomias,
Mas entranhada por de trás dos visos.
Um alimento digno necessita ser preparado,
Mas para fazê-lo,
Basicamente,
É inevitável não sair da nossa zona de conforto,
É preciso renunciar alguma coisa e anunciar outra,
Carece se encontrar uma maneira simples, pequena, suave
Que favoreça esse propósito,
Como um pingo mel que apanha mais moscas
Que uns litros de fel,
Melhor dizendo,
O pouco necessário e não o muito que só aparenta ser.
O passadio é aguardado,
Como alguém na janela com os olhos atentos
Na estrada,
A espera,
Para quando avistar ir correndo encontrar.
Esses se tornam nobres demais para culpar os outros,
Tem coragem e hombridade para assumir os lapsos
Sem a menos coação e
Sabedoria suficiente para enxergar os jardins de cada face,
Como se o coração mudasse de lugar e
Se encontrasse agora na ponta da tesoura que poda.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O esperado acontece e o Perfeito logo voltará ...
Era longe, nem se imaginava, mas agora já se encontrara lá, a necessidade o fez ir, ir ... ir além, no sentido de passar por onde não desejava, pensava-se de algo distante e sem contribuição alguma acrescentada na bagagem paradoxalmente para curto e frutífero em seu intimo. Em meio ao trajeto não pequeno podia contemplar o urbano que ia cedendo espaço ao rural, o ar mais leve e mais puro, o vento a entrar pela janela do ônibus. Os detalhes despercebidos nas rotinas corriqueiras não resistiam ao olhar contemplativo do rapaz posto ao acento rijo e sem conforto.
Ademais, partindo de um ponto de vista eminentemente egoísta, no bom sentido, (egoísmo tem bom sentido? Sim, tem!), é muito mais proveitoso experimentar mudar a si mesmo, com atributos das novidades inesperadas e acontecimentos falhos e imperfeitos que destroçam a rotina, do que os outros. Ou melhor, se enxergar ciscos sujos e rotos nos olhos, lugares, situações, pondere e antes de alguma atitude tire primeiro a sujidade da sua íris.
Na volto empregando a idêntica psicologia é o rural que vai sendo tomado pelo urbano e todos os seus derivados, uns bons e outros não tão bons. Já é noite ali e os detalhes vistos são menores, mas ricos por ser uma particularidade dela, por vezes enluarada noutras bem escura, esses pormenores entusiásticos o fazia sempre mais vivamente interessado, pequenas coisas assim agem como lubrificante na engrenagem da monótona rotina dos dias.
E de ausência em ausência o inesperado e o imperfeito acontecem. Como Lidar?
De presença em presença o esperado acontece e o Perfeito logo voltará, então o imperfeito já não mais existirá!
Ademais, partindo de um ponto de vista eminentemente egoísta, no bom sentido, (egoísmo tem bom sentido? Sim, tem!), é muito mais proveitoso experimentar mudar a si mesmo, com atributos das novidades inesperadas e acontecimentos falhos e imperfeitos que destroçam a rotina, do que os outros. Ou melhor, se enxergar ciscos sujos e rotos nos olhos, lugares, situações, pondere e antes de alguma atitude tire primeiro a sujidade da sua íris.
Na volto empregando a idêntica psicologia é o rural que vai sendo tomado pelo urbano e todos os seus derivados, uns bons e outros não tão bons. Já é noite ali e os detalhes vistos são menores, mas ricos por ser uma particularidade dela, por vezes enluarada noutras bem escura, esses pormenores entusiásticos o fazia sempre mais vivamente interessado, pequenas coisas assim agem como lubrificante na engrenagem da monótona rotina dos dias.
E de ausência em ausência o inesperado e o imperfeito acontecem. Como Lidar?
De presença em presença o esperado acontece e o Perfeito logo voltará, então o imperfeito já não mais existirá!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Dádivas de Realeza ...
Real e metodicamente não se É, não se Enxerga e não se Vai se não For (Ser), diz-se de, se o Ser de fato não é Real, e quando o É, é justo e merecido dádivas derivadas de Rei aquilo que é Real. Se não o É logo avalia-se pela triste cara que se trás. Etimologicamente uma contradição, por vezes, ingenuidade, mas só por vezes. Quando se prevalece (livremente) empoeirar o semblante, mesmo com os produtos de higiene/limpeza já pagos e entregues Gratuitamente, o Príncipe/Princesa Existente, tornam-se no intimo uma carta fechada e a curiosidade de abri-la ainda estaria por nascer (nascerá), se pois, ser plebeu" satisfaz" suas necessidades mesmo que prudentes falsas e virtuosas fingidas. Chegará o ponto em que perguntará para dentro, alguém ai? Ninguém responderá! Embora pareçam sãos e alguns conseguem verificar, mas da esclerótica visceral derivam, e é coerente derivar, o equívoco e "qualidades" exaladas dali. Você, o que É? Príncipe ou Plebeu? Quem está sendo mais "ladrão" nessa biografia? Veja, sempre há belas negociações de ideias com a consciência e ela pode lhe dar um arbítrio sobre, salvo que esteja sabedor de que o preço para limpar a "face empoeirada" já foi pago!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Os Filhos dos meus Pais ...
Pai de Nanis e Mãe de Gui, Marco e Ellen são estes, ah... Eu sou o Emer, mas aqui prosaremos sobre eles. Nani logo deverá saber que seu Papis sempre demonstrara uma grande estima pelos animais, não usarei a palavra coincidência, pois não acredito nela, o nome do seu Vovô é Francisco e, São Francisco sempre amou muito eles todos.
Lembro-me muito bem que Marco grunhia, berrava, corria e cantarolava junto aos seus bichinhos, podia até esquecer-se da sua própria alimentação diária, mas jamais se esquecera do pão de seus filhotes adotivos. Sempre os encontrara face a face pela manhã, ao meio dia e depois do jantar, era engraçado e ao mesmo tempo um tanto admirável sua plenária semanal com todos reunidos. Arremedava-os, cada um com seu estilo e eles respondiam no mesmo tom. Era mesmo eu um insensível para desperceber a bela amizade que existia ali. Ah! Não se deve esquecer de destacar que Papais de Nanis era igual um de seus animais quando estava no colégio, como um papagaio falava mais que os professores, costumava levar o violão e fazer um “coral” junto com os amigos, inclusive em sala de aula, será que era um pestinha? Era!
E Mamãe de Gui?
Ela tem um gênio forte, forte a ponto de pular um bastião sem a menos coação nem ressalvas, mas por vezes era visível que essa força usada sem acertos muito logo se desfazia em lagrimas, afinal, as lagrimas são as únicas palavras que o coração consegue dizer em algumas conversas e varias vezes elas recobrem uma multiplicidade de sentidos. Mas Ellen desde pequena ,embora ainda não seja muito alta, (risos), se intrometia a fazer algo na cozinha, qualidade que herdou da Mãe, digo com agua na boca que tem a mão aguçada para fazer guloseimas. Sempre perguntam onde comprara o bolo, aponto o dedo com orgulho e digo, foi ela quem fizera.
Mãe de Gui pode dizer hoje com propriedade a alguns bons argumentos que, é diante das adversidades, tanto as provadas quanto as previsíveis, que se conhecem os amigos. Ora essa, não pode esquecer, certa vez estávamos nós no sitio, a derrubei na lama quando passávamos por um desvio, uma primitiva fonte de chafurdo ficou ela (no bom sentido), somente os olhos sem aquela gosma preta, me escondera eu com medo de levar umas palmadas, mas houve o entendimento de que não foi intencional (muitos risos).
Pai de Nanis e Mãe de Gui são dois bobos felizes, mas analise e pondere depois de um suado sprinter de bobice, aquele que parafraseia a crônica os vence. Hoje Marco e Ellen bem sabem que a mestra suprema das todas as disciplinas esta longe da frivolidade de objetivos, do egoísmo de sentimentos e das insinceras verdades, mas se deixa encontrar nos perfeitos antônimos entrecruzados e justapostos, não citados.
Lembro-me muito bem que Marco grunhia, berrava, corria e cantarolava junto aos seus bichinhos, podia até esquecer-se da sua própria alimentação diária, mas jamais se esquecera do pão de seus filhotes adotivos. Sempre os encontrara face a face pela manhã, ao meio dia e depois do jantar, era engraçado e ao mesmo tempo um tanto admirável sua plenária semanal com todos reunidos. Arremedava-os, cada um com seu estilo e eles respondiam no mesmo tom. Era mesmo eu um insensível para desperceber a bela amizade que existia ali. Ah! Não se deve esquecer de destacar que Papais de Nanis era igual um de seus animais quando estava no colégio, como um papagaio falava mais que os professores, costumava levar o violão e fazer um “coral” junto com os amigos, inclusive em sala de aula, será que era um pestinha? Era!
E Mamãe de Gui?
Ela tem um gênio forte, forte a ponto de pular um bastião sem a menos coação nem ressalvas, mas por vezes era visível que essa força usada sem acertos muito logo se desfazia em lagrimas, afinal, as lagrimas são as únicas palavras que o coração consegue dizer em algumas conversas e varias vezes elas recobrem uma multiplicidade de sentidos. Mas Ellen desde pequena ,embora ainda não seja muito alta, (risos), se intrometia a fazer algo na cozinha, qualidade que herdou da Mãe, digo com agua na boca que tem a mão aguçada para fazer guloseimas. Sempre perguntam onde comprara o bolo, aponto o dedo com orgulho e digo, foi ela quem fizera.
Mãe de Gui pode dizer hoje com propriedade a alguns bons argumentos que, é diante das adversidades, tanto as provadas quanto as previsíveis, que se conhecem os amigos. Ora essa, não pode esquecer, certa vez estávamos nós no sitio, a derrubei na lama quando passávamos por um desvio, uma primitiva fonte de chafurdo ficou ela (no bom sentido), somente os olhos sem aquela gosma preta, me escondera eu com medo de levar umas palmadas, mas houve o entendimento de que não foi intencional (muitos risos).
Pai de Nanis e Mãe de Gui são dois bobos felizes, mas analise e pondere depois de um suado sprinter de bobice, aquele que parafraseia a crônica os vence. Hoje Marco e Ellen bem sabem que a mestra suprema das todas as disciplinas esta longe da frivolidade de objetivos, do egoísmo de sentimentos e das insinceras verdades, mas se deixa encontrar nos perfeitos antônimos entrecruzados e justapostos, não citados.
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