terça-feira, 8 de abril de 2014
Sob o verde de um olhar azul ...
No momento em que os olhos se abriram
Despertara-se vestígios visuais artesanalmente criados pelos efeitos dos raios de luz.
Em baixo de limoeiros à sombra do sol ardente
Sob a luz da tarde
Já sob a luz pálida
Seu poetismo literário derrama-se ilimitadamente em inspiração, tal qual o ato de fazer entrar ar nos pulmões. Vivificante!
Sabe, é difícil fazer alguma digressão falando, escrevendo ou digitando sobre ...
Logo a cor opaca do pensamento, branca do papel e da tela vai se misturando a um sol que estava escondido, pronto para emanar seus traços de luz iridescente e colorir tudo.
É um contraponto oposto e único onde as melodias, harmonias, vozes e instrumentos aqui nascem em cores que vem compondo uma alegre melodia de primavera intensa, crepitando baixinho seu canto no meu lento inverno.
Que alcance tem isso!
Vindo de tão longe e já perece estar tão perto. Alcançou-me!
Nesse instante do texto a claridade do entardecer já havia acabado
E eu como um sentinela ao lado de minha janela
Assim espero estar
Sob o verde de um olhar ... Azul!
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Um Generalizado Cintilar ...
Estivera caminhando, era inicio de noite e o domingo já se despedia.
Soprara um ventinho fresco de fim de estação onde o verão estava quase se indo e o tom cinzento do outono aproximara-se.
Naquele instante passara frente a um apartamento no centro e ouvira um latido, o cachorro parecia ser filhote e o granido viera dos últimos andares. Olhei para cima, parei por alguns segundos, pasmo com aquela minúscula cena, sem reação nem entendimento, sei lá, talvez flashes de reminiscência nascessem no meu inconsciente.
Minutos depois reavaliando aqueles segundo, pensei: “que fora isso?” (risos).
Ocorrera instantes depois de ter conversado com alguém que fora educada onde poucos o seriam, que deu uma bela resposta quando poucos a dariam, que não gosta de “emotinons”, que não gosta de abreviaturas e que escreve mensagens certinhas, com todas as letras existentes na palavra, seja por rede social, seja por sms, seja onde for, logo, as mantivéramos vivas, não as matáramos, não tiráramos a sua nobreza também fica bem colocado, de nossa sintaxe e expressões idiomáticas. Isso fizera com que a prosa ficasse ainda mais rica, saborosa, instigante e com um gostinho de quero mais.
Educação suplantara educação a cada pouco, a cada fala...
Na conversa, tudo que poderia ter expressado o fizera com eloquência, convenceu...
Logo então deixáramos ir se esvaindo aquela seriedade imaginada unilateralmente, ou seja, só quem agora redige pensara existir.
E uma troca de honrarias inesperada, mas bem vinda, acontecera por alguns minutos inteiros, fora como se alguém tivesse aberto as cortinas e jogado um tanto de sol naquele inicio de noite, muito embora, depois desse momento no meu intimo tudo ainda era dia.
Percebera que tudo ali fora uma benção disfarçada ... de simplicidade, de coisas pequenas, na maior parte elas sempre acontecem na nossa vida assim e só os mais atentos conseguem notar, o que se pode chamar de honestidade/dignidade do coração, aqui particularmente exposta nos olhos e/ou olhar, nesse generalizado cintilar. Tenho que admitir, não consigo não admirar!
Algum tempo depois, ainda se alimentara de todo aquele momento.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Viera soprar lagrimas e anestesiar dores ...
Gostáramos de coisas idílicas, o lugar e a forma como nos conhecêramos o diz, uma chácara cheia de verde, lagos, rios, pássaros, searas e ciprestes a se entrelaçar, fazendo a mesma melodia sem desafinar.
Um lugar tranquilo e pitoresco acolhendo pessoas que chegavam para passar o fim de semana, dentre elas uma me conquistara servindo-me uma xícara de café com leite, (esse é realmente um dos meus pontos fracos, café), risos.
Dada à forma como me serviu e como agiu, assim notei como se dissesse por dentro: “quão claro azulado é seu olhar e quão belo este sorriso fica nesta face”. Aquele breve instante pareceu durar para sempre naquele pulsante coração.
Fora final do verão, mas soprara um ventinho que parecia de primavera, viera soprar tantas lagrimas derramada e anestesiar as dores expostas daqueles que escolheram estar naquele lugar cheio de Divindade, onde a Divindade os escolheu primeiro, só carecia do sim que já se havia dado.
Ah! Nossa escolha, decisões. Está ai uma coisa que ninguém mexe e ninguém pode fazê-las por nós, o processo se chama livre-arbítrio.
Todas, todas elas terão uma reação, uma consequência.
E com o auxilio do sopro e a certeza da esperança alicerçada na fé, esperamos fazer as melhores.
Neste momento o sol já esta se escondendo e cai uma fina garoa. O que Faze a seguir?
Vamos rezar e esquecer a espera!
*Sopro: Espirito Santo
*Fé: Hebreus 11,1
* Vamos rezar e esquecer a espera: Madre Tereza de Calcutá.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Um sorriso fortuito e espontâneo ...
Ontem, à noite sem demora havia chegado e eu estava escrevendo uma crônica para ti, cochilei e quando percebera a cabeça já se declinava sobre os antebraços cruzados, o movimento artesanal da mão sobre a caneta e da mesma se misturando ao papel então havia se calado, um fino silencio tomara conta da cena.
O frio batia à porta, queria entrar, sua insistência em querer juntar-se rendera-lhe uma parte nesta circunlocução, mas tal inspiração não me fizera arrefecer, garbodinei-me bem para então recomeçar, escusei o cobertor para não estorvar.
Celebremente narrei para mim mesmo: ah! Se não fosses tu, com quem estaria eu proseando nos meus pensamentos. Tu és Tu, os fatos te moldaram assim e outra pessoa recusaria para não deixar dela meus imaginários.
Aproveitando a deixa do passadio imaginário, lembrei-me agora durante a prosa, que antes de entrar olhei para o céu, encontrara-se lindo, ainda mais gracioso dentre os outros que já se mostraram. As estrelas sorriram, sim! Elas sorriram tão fortuitas e espontaneamente que não sei dizer se foi eu que as olhei ou elas quem me fitaram.
Mas o que faz uma pessoa cismar, considerar ou “piegalizar”, (acabei de inventar essa palavra), que foi assim? Não sei, sei que elas estavam felizes e pela experiência do momento era uma felicidade extremante contagiante.
E se depois de algumas linhas escritas sem diretamente muitos dizeres um sorriso sincero de bondade e admiração nasceres...
Posso parar por aqui, cumpri o que pretendi.
Difícil é apurar em dinheiro tamanha simpatia que transcendeu.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Se ganhar ganhou e se perder também ganhou ...
Mente compreensível, compreensivelmente.
É! Carece ser compreensível.
Mesmo quando desesperadamente triste, precisa ser.
E ainda que se dirijam em sua direção com uma maldade visível na voz, permaneça.
Sussurrara uma palavra e fora como ter falado com uma parede, só as use quando necessário, deixe o seu ser dizer por si.
Olhara e lá se passara um, dois, três, dias, meses ou anos e já estivera esperando por estourar, conserve-se, recuse. Organismo, músculos, glândulas e nervos se abraçarão nessa recusa, e para responder e defender juntos esse não que foi dado se põem em guarda.
Amor fora o projétil que a arma necessitara e por muitas vezes provoca um colapso, queda de tensão naquele que fora atingido sem esperar, traído pelo seu senso comum.
Assassinara-o ódio e desmontara o adversário oferecendo-lhe a outra face.
E se usado um sem-numero de milhares de vezes o resultado será o mesmo, sem se importar com o modelo da arma, é só estar bem carregada sempre.
É como uma competição bem diferente das comuns, pois não há perda.
Quando se doa amor ao próximo e ele é reconhecido você ganha e mesmo quando se doa amor e ele não é reconhecido você também ganha.
Se ganhar ganhou e se perder também ganhou!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Desconfundir ...
Alguns dias de convívio com uns fragmentos de conversas.
Presumi que quando fala exala em voz doce educadamente e quando silencia absorve tudo inteligentemente. Saltam dos seus olhos contemplação e atenção.
Tem um choro transformador, ele mesmo se revela sem carecer muitos adicionais. Desconfundi, oposto do que diz sua autopercepção.
Quando declara que enxergou beleza na ação ou efeito, concreto ou intangível, consegue convencer.
E o mais belo, além de todo o óbvio, o seu sorriso é! Nele inexistem ambiguidades, vou escrever pouco sobre, ele diz por si só.
De fato alguns sinais são uma parada resolver, obscurece o raciocínio, mas logo se enche de luz, ela sempre tem mais força.
E forte é a sua rotina que não tem rotina, é um paradoxo, se recusa a deslindar sua vida vivida assim. Diz ela, querem vestir-me um rótulo que não me serve, deixe-me não ser monotonia.
Por essas e várias exasperada não te imagino.
Estou aqui conicando mais uma vez e antes que venha com sua leve entonação interrogativa: “sobre o que está conicando hoje?”.
Desconfundir!
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Fumacinha de Felicidade ...
Era a primeira manhã de verão, a primavera já havia se despedido pela porta da frente, embora durante o percurso maravilhara-me com as arvores que florescem no advento.
A sede me tomara e na primeira parada não hesitei em descer para comprar um achocolatado, ao voltar ofereci àquela que sentara ao meu lado – Aceita? Respondeu-me segurando o N por uns quatro segundos - Não. A recusa não me convencera, mas não insisti, visto que ainda não existira intimidade para isso, dissera-me o bom senso.
E o seu senso também mostrara-se bom e na mesma proporção do gosto, pois logo tirara de sua bolsa um blazer todo estiloso, bege com discretas estampas florais, por conta do ar condicionado talvez um tanto exagerado. Estava com um cardigan na minha mochila, e, diga-se de passagem, tão estiloso quanto (risos), mas não quis que soasse um: “eu também tenho”.
Em seguida iniciara-se uma troca de palavras detalhadamente agradável, conversáramos sobre livros e o que eles fizeram-nos, para onde levaram-nos.
Começáramos a viajar dentro da viagem, é, redundantemente assim.
Combináramos ao chegar, ir à livraria mais próxima, mas a chuva não nos deixou. Então fôramos tomar um café no mercado municipal, logo ali ao lado. E depois de alguns rodeios encontráramos uma cafeteria tão aconchegante, com atendentes sorridentes, objetos retrôs, cestas de café e etc. Apontáramos com o dedo para as câmeras, coadores, máquinas de escrever, xícaras, moedores...
E comentáramos sobre eles enquanto inspiráramos
a fumacinha de Felicidade que exalara do café quentinho.
Sabe, algumas coisas fazem de certos corações alvos fácies, submete-os com um simples ato quando esse vem recheado de INEXPLICÁVEIS fragmentos de beleza. Como comprar um pano de prato de um menininho, mesmo sem tanta utilidade ou mesmo que já tivesse vários deles, só pelo brilho nos olhos e o sorriso daquela face sincera.
Existira ali uma melodia entoada, somente conversada, ainda assim, cheia de autenticidade não deixara de ser bela o suficiente para marcar, tornara-se quase visível ao nascer de cada palavra, da entonação da voz, do tom coerente das coisas, mesmo nas mais simples,
porém inteiramente bem expressadas.
E com o violão em mãos revezáramos para carregá-lo num sacrifício harmonioso.
A hora passara rápido como sempre, e na despedida tivera um abraço apertado com gosto de gratidão misturado de alegria e um olhar tanto puro quanto cativante.
Tem um a frase que diz: “todo o tempo perdido é uma oportunidade desperdiçada”, podemos dizer incontestávelmente que ela não se encaixa nessa crônica, nem nessa experiência.
E partiram cada um pro seu itinerário de Felicidade!
Que talvez e bem provável, em breve encontremo-nos nele uma vez mais, e mais, mais...
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